Escutas revelam o espólio milionário do miliciano Adriano da Nóbrega

O corpo do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega ainda estava no Instituto Médico Legal de Alagoinhas, cidade a 135 quilômetros de Salvador, quando um homem identificado como “Coronel” cobrou por telefone de um de seus comparsas o paradeiro de 22 cavalos de raça comprados pelo miliciano.

Transcrito no relatório técnico da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio, o episódio marca o início de uma disputa pelo milionário espólio do matador de aluguel que chefiava a milícia carioca Escritório do Crime, especializada em assassinatos. As escutas, às quais o Intercept teve acesso com exclusividade, revelam pela primeira vez a dimensão real do patrimônio do ex-caveira.

O coronel, mostram as ligações, havia procurado Eduardo Serafim, dono de um rancho em Itabaianinha, no interior do Sergipe, para onde o ex-capitão tinha levado os animais, comprados numa vaquejada na pequena cidade de 40 mil

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