Naqueles tempos em que mataram Vlado

(Foto: Divulgação)

O telefone tocou na sucursal da revista Veja em Porto Alegre e ecoou a voz firme, mas sempre cordial:

— Bom dia, companheiro Luiz Cláudio. Aqui é o Audálio Dantas!

Nem precisava se identificar. A voz inconfundível do jornalista de 46 anos ainda preservava um doce e sedutor sotaque alagoano, que não esqueceu suas origens nem quando o menino de Tanque D’Arca, no árido agreste de Alagoas, trocou aos 12 anos sua terra natal de apenas 5 mil habitantes pela mais populosa cidade do continente, São Paulo.

Era um telefonema improvável naquela manhã, na segunda quinzena de dezembro de 1975. Improvável porque, naqueles dias tormentosos, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo tinha, com certeza, coisas mais importantes a fazer do que telefonar para o sul

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