“A gente não aguenta mais ver as pessoas morrendo”

O médico João Lima Assy é um dos quatro infectologistas de Santarém, cidade de 306 mil habitantes que fica no meio do caminho entre as capitais do Pará e do Amazonas. Ele relata como tem sido a pandemia de coronavírus na cidade e como o tráfego de barcos no Rio Amazonas entre Manaus e as cidades do interior do Pará favoreceu a disseminação do coronavírus, inclusive da nova variante – que é transmitida de modo ainda mais rápido. Os barcos a todo momento trazem pacientes contaminados pela nova cepa. Santarém é referência de saúde para uma área de mais de 1 milhão de habitantes e possui, no momento, 54 leitos de UTI para Covid. Assy, um paulista de 34 anos que há seis se mudou para a cidade paraense, trabalha no Hospital Municipal de Santarém atendendo pacientes na enfermaria e, quando necessário, dá assistência também aos internados em UTIs. 

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