O homem negro como e sob constante ameaça

Foto: Marcelo Pinto

O pior lugar possível em nossa sociedade é o da mulher negra periférica. Mas o segundo pior é, precisamente, o do homem negro. Beto era um homem negro — apelido de João Alberto Silveira Freitas, pois chamá-lo pelo nome ou apelido é uma forma de reconhecer a humanidade de mais um negro tantas vezes desumanizado. Beto era desse “não-lugar”, do pior lugar social. Desde quinta-feira, 19 de novembro, não respira mais. Foi brutalmente assassinado por dois homens brancos. Seus 4 filhos não têm mais um pai para o natal. Seu pai não tem mais seu filho para o diálogo. Sua companheira não tem mais seu marido para dividir esses lugares doloridos e (im)possíveis. Um crime de racismo interrompeu a vida de Beto. Além disso, ajudou a cavar

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