“Este é o país dos paradoxos sem fim, que elege mulheres negras e tem homens negros brutalmente assassinados”

Erika Hilton é boa de briga. Na lista das muitas batalhas que travou em seus 27 anos, se destacam algumas vitórias. A primeira delas foi em 2015, contra uma empresa de transporte público em Itu (SP), sua cidade natal, que negava o uso de seu nome social na carteirinha de transporte escolar. Com uma petição digital teve mais de 100 mil assinaturas em dois dias, seu nome chegou ao conhecimento do PSOL, que a convidou para militar pelo partido. Alguns anos depois, criou o curso pré-vestibular da Universidade Federal de São Carlos —onde cursou Pedagogia— destinado a pessoas trans. Agora, Erika se prepara para uma batalha mais longa, de quatro anos, como a primeira mulher negra e transexual eleita vereadora de São Paulo. Com 50.508 votos, ela foi a parlamentar mais votada do Brasil nestas eleições. Ela quer mais: diz que ainda sonha com uma candidatura à Presidência da República

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