Assassinato no Carrefour acende debate sobre filtragem racial em empresas de segurança, dizem especialistas

Beto Freitas foi assassinado em uma unidade do Carrefour de Porto Alegre. Foto: Reprodução

Publicado originalmente no site Consultor Jurídico (ConJur)

POR TÁBATA VIAPIANA E ANDRÉ BOSELLI

A morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos espancado por dois seguranças de um Carrefour de Porto Alegre, é um exemplo de que o público e o privado no Brasil estão, por vários meios, consorciados na prática de violência e abusividade programada contra pessoas negras.

A opinião é de especialistas ouvidos pela ConJur após o Ministério Público Federal divulgar uma nota em que pede ao Carrefour que adote políticas de compliance para combater o racismo estrutural. No documento, a Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos diz que o processo de “filtragem racial” praticado por agentes estatais de segurança pública é replicado à exaustão nas empresas de segurança privada.

O pesquisador do Núcleo de Justiça Racial da FGV-SP, Felipe da Silva Freitas, considerou correta a nota do MPF ao assinalar

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