Moral, religião e voto

O debate público sobre a relação entre religião e política saiu das urnas em 2018 com duas afirmações: “os evangélicos elegeram o Bolsonaro” e, ainda mais genericamente, “a política foi invadida pela religião”. Foi invadida mesmo? Começou em 2018? De fato, um presidente eleito pelo voto popular com o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, apesar de não ter sido o primeiro candidato presidencial a demarcar claramente o seu posicionamento religioso, não é trivial. O primeiro com um apoio tão marcante  no segmento evangélico – com 70% dos votos – tampouco é algo que não chame a atenção.  E um governo federal que demonstra forte influência de grupos religiosos cristãos na composição de quadros e definição de agendas também não é corriqueiro.

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Qualquer análise sobre a influência da religião na política, seja de forma ampla, seja especificamente nos

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