Nossas reflexões sobre ‘estupro culposo’, a expressão que acordou o Brasil para a violência contra uma mulher

Um tsunami inundou o Brasil no momento em que publicamos a reportagem sobre o julgamento de estupro de Mariana Ferrer. Tanto o texto quanto o vídeo invadiram timelines, telejornais, mesas-redondas, locais de trabalho e casas. A expressão “estupro culposo” viralizou, Anitta se manifestou, assim como a ministra Damares Alves, o ministro do STF Gilmar Mendes, o apresentador Ratinho, o Craque Neto, clubes de futebol. O Brasil parou nesta semana para falar de estupro, consentimento e injustiça.

Estava ali, resumido naquela expressão, o sentimento que tantas mulheres já viveram ou temem viver: o de serem, sempre elas, as responsáveis pela violência que sofrem. “Foi estuprada porque provocou” é uma frase corrente quando se debate essas terríveis denúncias. Que bom que o jornalismo ainda pode contribuir com o debate público.

No dia da publicação, conforme a reportagem ia sendo compartilhada, uma crítica emergiu, vinda sobretudo de juristas

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