Gazeta do Povo contraria funcionários e convicções que diz defender para manter Rodrigo Constantino

Pressionada por uma carta assinada por mais de 120 funcionários, os diretores do GRPCom, dono da Gazeta do Povo, convocaram reunião online nesta sexta-feira, 6, para avisar que irão manter Rodrigo Constantino entre os comentaristas do jornal online por entender que “os esclarecimentos fornecidos pelo colunista foram suficientemente satisfatórios para que não seja necessário tomar nenhuma medida mais drástica”.

Esta semana, Constantino disse que, caso sua filha alegasse ter sido estuprada mas tivesse bebido antes da relação, ele a colocaria de castigo. O comentário, feito após a repercussão do caso Mariana Ferrer, causou a demissão dele da reacionária rádio Jovem Pan, da TV Record, alinhada ao bolsonarismo, da rádio Guaíba e do jornal Correio do Povo, ambos do Rio Grande do Sul.

Na carta, jornalistas e outras funcionários apontam a contradição entre manter Constantino e os valores morais conservadores que o jornal diz serem suas “convicções”.

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