Mortes visíveis – o reencontro de Sérgio Ricardo, Dib Lutfi e Glauber Rocha

Pensei em escrever sobre gafanhotos e outras pragas. Falaria da invasão de rãs, piolhos, moscas e da chuva de granizo, sem esquecer do ciclone bomba que atingiu a região Sul do país e causou pelo menos catorze mortes. Lembraria que “pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”, conforme Macunaíma murmura ao deixar São Paulo, rumo à querência dele e de seus irmãos. Mas acabei deixando tudo isso de lado para evocar três mortes sentidas e visíveis. 

A música de Sérgio Ricardo, que na verdade se chamava João Lutfi, foi decisiva para motivar o estado de êxtase coletivo da plateia no final da sessão inaugural de Deus e o Diabo na Terra do Sol, na madrugada de 17 de março, em 1964. A euforia dos convidados que lotaram o cinema Ópera, na Praia de Botafogo, para assistir ao filme de Glauber Rocha, resultou em grande parte

Continue lendo na Revista Piauí.