Respirador dá fôlego ao devedor

Quando a pandemia da Covid-19 ainda engatinhava no Brasil, no fim de março, representantes do Ministério da Economia contataram o departamento comercial da KTK Indústria de Importação, Exportação e Comércio de Equipamentos Hospitalares, em São Paulo, com uma proposta comercial tentadora: um contrato emergencial, sem licitação, em que a empresa entregaria ao Ministério da Saúde 3,3 mil ventiladores pulmonares por 23,6 mil reais a unidade, em um total de 78 milhões de reais. Oferta idêntica foi feita pelo governo federal para outras duas empresas – há quatro fabricantes do equipamento instaladas no país. Essas duas firmas tinham as finanças saudáveis e estavam em dia com suas obrigações tributárias – diferentemente da  KTK, afundada em dívidas milionárias e em recuperação judicial desde 2012.

O passivo tributário atual da KTK é de pelo menos 263,3 milhões de reais. O valor consta nos cadastros de dívida ativa da União e do

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