Asfixia lenta, gradual e segura – agonia da Cinemateca Brasileira

Quando começo a escrever, o número de contaminados pelo novo coronavírus já passou de 2 milhões, e mais de 76 mil pessoas morreram, no Brasil, vítimas da Covid-19. 

Terça-feira da semana passada (14/7), o ABRAÇAÇO na Cinemateca Brasileira, com direito a show de laser, estava marcado para começar às 16h. Exatos dezoito minutos depois, foi publicada no site da Ancine – Agência Nacional do Cinema – a informação que estava prorrogada a “consulta pública da Análise de Impacto Regulatório – AIR – sobre a obrigatoriedade legal de meia-entrada”. Dois eventos díspares, embora relacionados à atividade cinematográfica, simultâneos por acaso, que pareciam ocorrer em planetas diferentes, não em duas cidades de um mesmo país.

A nova manifestação em frente à sede da Cinemateca, em São Paulo, com imagens e textos projetados nos tijolos da fachada, era outro protesto do corpo técnico de funcionários especializados, em greve por não receberem

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