Na terra dos sem SUS

Constance Malcolm, 48, perdeu a conta de quantos protestos já participou desde que seu filho Ramarley Graham, 18, foi assassinado pela polícia de Nova York dentro de casa em 2012. Mesmo durante a pandemia, resolveu ir a mais um, dessa vez maior e impulsionado pela morte de George Floyd. Na tarde de 9 de junho, em frente à Prefeitura de Nova York, ela se juntou a uma fila com dezenas de pessoas que vestiam máscaras, camisetas e seguravam cartazes com fotos de familiares mortos. Ao microfone, pediu o fim da violência e do abuso policial, além de cortes no orçamento da polícia. Nos EUA, os negros são mortos pela polícia 2,5 vezes mais do que os brancos,segundo dados deste estudo publicado na Nature.

Assistente de enfermagem em um lar para idosos, Constance sentiu dores que pareciam martelar sua cabeça por quatro dias entre março e abril, quando Nova

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