Morte e vida no mesmo documento

Acostumada a presenciar discussões de clientes em inventários, a advogada paulistana Giselle Ferrari, de 46 anos, pensava em fazer um testamento para prevenir futuros problemas familiares. “Já presenciei brigas enormes de família. Recentemente fizemos um inventário onde um irmão não queria ver o outro, tínhamos que usar salas separadas no escritório. Isso é muito frequente”, lembra. Mesmo assim, o testamento era pensado como plano para o futuro, quando a velhice chega e faz pensar que a morte está próxima. Mas veio a pandemia, e Ferrari perdeu vários amigos, inclusive mais novos do que ela. Com o vírus amedrontando o mundo, o risco parecia mais próximo, e a reflexão sobre a morte, única certeza da vida, se tornou mais frequente.

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O que não era urgente se tornou prioridade. Sem filhos, divorciada, Ferrari oficializou em 2020 um testamento deixando seu patrimônio para

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