Livro de Eduardo Cunha é chato e não apresenta um único projeto. Por Renato Janine Ribeiro

Eduardo Cunha. Foto: EBC

Por Renato Janine Ribeiro

Terminei de ler o catatau que é “Tchau querida”, a memória de Eduardo Cunha, que foi a personagem mais atuante para promover o impeachment de Dilma Rousseff.

Confesso: é chato. Não recomendo, exceto para quem quiser conhecer muito bem a política no que tem de mais chão, isto é: a simples troca de vantagens entre um e outro atores políticos.

Cunha não apresenta um único ideal, um único projeto. Bem poderia ter dito: sou defensor do capitalismo, faço tudo para o meu Estado (o Rio de Janeiro) prosperar ou, mesmo, dizendo-me evangélico, luto pela moralidade das condutas.

Não diz nada disso.

O que ele conta são negociações, acordos, promessas, trocas.

Seu maior mérito, do qual se gaba, é que cumpre acordos.

O que ele critica no PT é que este, segundo ele, não cumpre acordos. Assim, depois que Dilma incumbiu Temer de

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