Os muitos fracassos do Censo

Foi uma maratona. Em quase quarenta dias em Brasília, ela percorreu cinco ministérios, doze secretarias, dois órgãos de controle, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Banco Central e a Presidência da República, além de fazer até um encontro virtual com a onipresente Luiza Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza. Nada disso foi suficiente para que a então presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Susana Cordeiro Guerra, conseguisse convencer os legisladores brasileiros a destinar 2,3 bilhões de reais para a realização do recenseamento da população em 2021. Embora todas as autoridades tenham reconhecido a importância do Censo, o texto produzido pelo relator do Orçamento, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), previa um corte de 96% nas verbas para o órgão, inviabilizando a pesquisa por completo. Susana Guerra pediu demissão.

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O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE), sub-relator

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