Amazonas gastou R$ 16,5 milhões em leitos inúteis no pico da pandemia

A segunda onda da covid-19 ainda nem tinha começado no Amazonas quando o governo do estado alardeou, em outubro, que era o único do Brasil a contar com Unidades de Cuidados Intermediários, as UCIs, em todos os municípios. Três meses depois, outra notícia aparentemente boa foi divulgada no site oficial do governo: “o Amazonas elevou em 576% a quantidade de UCIs”.

O que não foi dito é que o estado investiu mais de R$ 16,5 milhões em 2020 em leitos que ficam ociosos a maior parte do tempo. Mais equipadas do que os leitos clínicos, as UCIs são um meio termo entre a enfermaria e uma Unidade de Terapia Intensiva – servem para tratar pacientes em estado pouco grave, sem risco de morte imediato, mas que precisam de aparelhos específicos e monitoramento 24h por dia. Enquanto a ocupação das UTIs em Manaus chegou a 96% no pico da segunda onda

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