Recusa de Bolsonaro para comprar vacinas na hora certa vai matar 90 mil brasileiros

No ano passado, quando a pandemia dava sinais de arrefecimento, o presidente Jair Bolsonaro recusou uma série de ofertas para comprar vacinas. Da Pfizer, negou 70 milhões de doses, que teriam sido entregues até dezembro. Disse não várias vezes às 100 milhões de doses da Coronavac que o Butantan prometia para dezembro de 2020. Agora, o preço das irresponsáveis recusas começa a ficar claro: pelo menos 90 mil mortes poderiam ter sido evitadas se o presidente tivesse comprado as vacinas na hora certa. 

O cálculo de vidas perdidas foi feito com um modelo matemático criado por pesquisadores da USP, do Instituto Butantan e da FGV que leva em consideração variáveis como eficácia, cobertura e velocidade de vacinação, além de número de casos e óbitos já registrados. A fórmula está em um artigo, ainda inédito, que foi submetido à revista científica “Theoretical Biology and Medical Modelling” e está em revisão. 

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