Passou a boiada e agora chama a polícia

O governo Bolsonaro encena uma interminável tragédia ambiental cujo roteiro original vai sendo adaptado ao sabor das pressões. As mais recentes adaptações desse roteiro, que visam dissimular o desmantelamento da política ambiental e dos órgãos de fiscalização e controle, decorrem da eleição de Joe Biden à Presidência dos Estados Unidos e do anúncio da realização da Cúpula de Líderes sobre o Clima convocada por Biden para os dias 22 e 23 de abril.

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Em carta a Biden em 14 de abril, Bolsonaro afirmou o “compromisso em eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030”, indicou querer ouvir as entidades do terceiro setor, indígenas e comunidades tradicionais. Pode parecer um avanço para quem, em 2018, prometeu “segurar as multas ambientais” e acabar com o “ativismo ambiental xiita”. Mas eliminar o desmatamento já constava, não condicionado ao recebimento de recursos, no plano

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