Países ricos gastarão quatro vezes mais contra a crise que os emergentes

Se a recessão causada pela crise financeira global de 2008 ficou praticamente circunscrita aos países ricos, enquanto praticamente todas as economias emergentes eram poupadas, desta vez os papéis se inverteram. A covid-19 está cravando suas garras com especial intensidade nos países de baixa e média renda, que contavam com sistemas de saúde e proteção social mais frágeis que as economias avançadas, e aonde as vacinas chegarão com mais atraso. Mas, além do aspecto farmacológico, há um fator que explica claramente o porquê dessa perigosa divergência aberta pela pandemia: a capacidade fiscal dos Estados de resgatar seus cidadãos e empresas e propiciar uma recuperação mais rápida. Para escapar da recessão causada pelo vírus, os países ricos terão adotado medidas de gastos públicos equivalentes a 16% de seu PIB entre a eclosão da crise e 2022, frente a 4% dos países emergentes e 2% dos países de baixa renda, segundo dados publicados

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