Dinheiro público, privilégio militar

Em janeiro, quando Manaus colapsou pela segunda vez, Paulo José dos Santos Fontenelle começou a sentir sintomas de Covid-19. Tinha 49 anos, era obeso e trabalhava como motorista de aplicativo. Preocupado, ele foi até uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas recomendaram que ficasse em casa porque todos os hospitais estavam lotados. Em pouco tempo, veio a falta de ar. Sua família comprou um cilindro de oxigênio e passou a ligar diariamente para os hospitais em busca de leitos, mas não havia nenhum. No dia 18, depois de pedir em vão uma ambulância para o SAMU, os irmãos de Fontenelle decidiram levá-lo de carro à UPA do bairro Tarumã, que ficava perto de casa. Quando chegou lá, ele já não conseguia falar. Os médicos constataram que ele precisa ser intubado urgentemente, mas não conseguiram achar um hospital na cidade onde houvesse vaga de UTI. Deitado no pronto-socorro, sem respirar, Fontenelle

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