De volta para o mundo normal

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

Quando Bolsonaro for embora terá legado ao país uma linguagem extraída das profundezas da internet compartilhada por jovens de extrema direita. É tecida em perfis como QAnon, que motivou os arruaceiros que invadiram o Congresso americano, ou nos sites de “trollagem” como 9GAG com brincadeiras às vezes humilhantes. Como a juventude hitlerista ou integrante da Ku Klux Klan, Filipe Martins nos “pregou” a trollagem levantando os três dedos na forma de W (White), e uniu polegar e indicador formando um P (Power) configurando a supremacia branca. O assessor de Ernesto Araújo fez o gesto enquanto o então chanceler depunha na sabatina do Senado Federal, contribuindo com “comunavírus” para o novo léxico.

Ernesto foi embora por pressionada vontade, mas Filipe ficou e também a herança dos gestos troll espalhados neste

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