Abandonado por Bolsonaro, governador de Santa Catarina é afastado no escândalo dos respiradores

A compra de 200 respiradores fantasmas, revelada em abril de 2020 pelo Intercept, levou ao afastamento do governador de Santa Catarina, o bolsonarista Carlos Moisés, do PSL. Ele foi apeado do cargo nesta sexta-feira, 26, por decisão do Tribunal do Impeachment, um grupo formado por deputados estaduais e desembargadores do Tribunal de Justiça catarinenses.

Para tentar se salvar do impeachment, o bombeiro da reserva eleito em 2018 na onda bolsonarista entregou postos-chave de seu governo a personagens que costumava desdenhar chamando-os de“velha política”. Também cedeu aos desejos do empresariado local e abraçou o negacionismo na gestão da pandemia de covid-19.

Moisés contava que seu recém-estreado pragmatismo o salvaria da guilhotina. Mas, como no caso dos respiradores – que custaram R$ 33 milhões, quitados antecipadamente –, a mercadoria não foi entregue.

O político bolsonarista foi condenado por seis votos – de cinco desembargadores e um deputado – a quatro.

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