Quem equipara Lula a Bolsonaro está mentindo, não opinando

Foto: Pedro Vilela/Getty Images

Quando Bolsonaro e Haddad chegaram ao segundo turno, o Estadão publicou editorial afirmando que aquela seria “uma escolha muito díficil”. Sabe como é, escolher entre um professor com anos de serviços prestados à democracia e um ex-militar parasita com discurso golpista não é uma tarefa fácil para os barões do jornal, cujos antepassados conspiraram para o golpe militar de 64. Não era para ser uma escolha difícil. A função essencial do jornalismo é a defesa da democracia, até porque só ela garante a liberdade da profissão.

Ao se tornar elegível nesta semana, Lula fez com que a grande parte da imprensa voltasse a apostar na cantilena da polarização tão repetida nas últimas eleições. Pipocaram no noticiário artigos lamentando o primeiro discurso de Lula e lamentando a polarização entre dois “populistas”, como se ambos fossem dois lados

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