10 meses na berlinda: ‘A Nova Zelândia quase me deportou por ser cadeirante’

Foto: Arquivo Pessoal/Juliana Carvalho

Eu me apaixonei pela Nova Zelândia assim que cheguei aqui pela primeira vez, em 2012. Aos 31 anos, vim visitar meus irmãos durante três meses e fiquei impressionada com a infraestrutura do país para receber pessoas com deficiência física.

Era muito diferente do Brasil, onde as calçadas tinham — e ainda têm — buracos, e os taxistas muitas vezes se recusavam a me atender com medo que a cadeira de rodas estragasse os bancos dos seus carros.

Era um ambiente novo. Ainda em 2012, me organizei para me mudar para cá. Pedi licença do cargo de servidora pública e desembarquei no país em 2 de outubro. Comecei com um visto de estudante, aprendi inglês e logo fui admitida em um emprego, o que me deu a chance de progredir para um visto de trabalho. Todos com validade de

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