O jogo do prende-e-solta

Na manhã de 10 de novembro de 2020, quando os primeiros raios de sol despontavam no bairro paulistano de Santa Cecília, a procuradora Fabiana Schneider, então membro da Lava Jato do Rio de Janeiro, acionou o interfone de um suntuoso edifício na Rua Emílio de Menezes. Ela estava acompanhada por um delegado, dois agentes e um escrivão da Polícia Federal. O objetivo era cumprir um mandado de busca e apreensão no apartamento 41, onde morava o libanês naturalizado brasileiro Chaaya Moghrabi, considerado um dos maiores doleiros de São Paulo.

window.uolads && window.uolads.push({ id: “banner-300×250-area” });

A equipe foi recebida pelo zelador e pelos seguranças do prédio. Depois de passar por dois portões, o grupo se dividiu. O delegado caminhou para a garagem, a fim de evitar que o doleiro escapasse por ali, e a procuradora subiu até o apartamento com os demais policiais. Usaram o elevador de

Continue lendo na Revista Piauí.