Passado escravista que o mar não levou

Quem perdeu huma negrinha de nação Angola, vestida com um vestido de duquesa, riscado de azul e encarnado (…) huns xinellos nos pés, e hum lenço. A quem esta pertencer, annuncie por este Diário ou dirija-se a rua do Valongo no armasen de escravos novos. (Jornal do Commercio, 04/01/1831)

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“O seu trabalho atingiu os objetivos?” Fui surpreendido com a pergunta de Lúcia quando retirava a última placa da exposição Anúncios da Escravidão, em uma manhã de outubro de 2018. Lúcia, uma mulher branca de seus 30 anos, muito magra, os cabelos desgrenhados e os dentes amarelados, era moradora de rua. Ela costumava dormir debaixo de uma figueira no Jardim Suspenso do Valongo, um híbrido de mirante e área de lazer incrustado no Morro da Conceição, em plena Zona Portuária do Rio de Janeiro. Construído em 1906, o jardim em estilo rococó

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