Não há mais jatinhos para salvar os endinheirados de Manaus que voam em busca de oxigênio

Em abril, quando o sistema de saúde no Amazonas entrou em colapso pela primeira vez, faltaram leitos nos hospitais, vagas nas UTIs e covas nos cemitérios. Mas os melhores hospitais do país seguiam a apenas um táxi aéreo de distância. Até essa semana.

Na quinta, entrei em contato com cinco empresas do Amazonas que transportam pacientes para outros estados e nenhuma tinha aeronaves disponíveis. “Está muito complicado”, me disse um funcionário de uma das empresas de táxi aéreo com quem falei. “Não vou conseguir atender. Amanhã estoura a jornada de trabalho dos pilotos e estou sem outra tripulação para substituir”, me disse outro. Uma das empresas informou só ter vagas para terça-feira. O preço do transporte de Manaus para São Paulo, principal destinos dos doentes, varia de R$ 105 mil a R$ 162 mil. Mas não há voos nem se você pagar mais. A fila do SUS da elite manauara

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