Vítima do Carrefour morreu no berço do Dia da Consciência Negra

Foto: Reprodução

O poeta gaúcho Oliveira Silveira estaria, se ainda fosse vivo, na linha de frente dos protestos após o assassinato do aposentado João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por seguranças numa filial da rede de supermercados Carrefour, em Porto Alegre. Nascido em Rosário do Sul, no ano de 1941, o escritor e professor foi militante do movimento negro na capital gaúcha. No início dos anos 70, ele e outros ativistas, como o advogado Antônio Carlos Côrtes, criaram o Grupo Palmares, que, por sua vez, idealizou a data de 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra, hoje celebrado no Brasil todo.

O grupo era uma associação sem fins lucrativos que realizava estudos sobre a cultura negra no Brasil. Durante as reuniões, em Porto Alegre, eles vinham questionando o Dia da Abolição como data de referência para os afrodescendentes no país. Afinal, a Lei Áurea, assinada no

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