Joga pedra no Carrefour. Por Mauro Nadvorny

Carrefour. Foto: Wikimedia Commons

Originalmente publicado em A VOZ DA ESQUERDA JUDAICA 

Por Mauro Nadvorny

O que aconteceu nas dependências do Carrefour Zona Norte, em Porto Alegre, foi a expressão mais cruel de uma barbárie. Uma morte imperdoável, mas três famílias destruídas. Uma tragédia brasileira onde o racismo é endêmico.

Eu fui parte da história que culminou na lei antirracismo 7.186, de 5 de janeiro de 1989. Foi com base nela que mais tarde alcançamos a condenação de Siegfried Elwanger, um neonazista dono da Editora Revisão que publicava exclusivamente livros de autores antissemitas. Quando o Movimento Popular Antirracismo, do qual fui um dos fundadores e militante,  começou sua luta contra Elwanger, a única lei que poderia condená-lo era da ditadura, a Lei de Segurança Nacional.

O Brasil possuía uma lei antirracista desde 1951, conhecida como Lei Afonso Arinos, promulgada por Getúlio Vargas, tratava o racismo como crime de contravenção. A

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