Entrevista: 'Que ironia dizerem que são os grupos “identitários” que dividem, quando eles agora vão levantar a esquerda'

As eleições municipais tiveram recorde de pessoas trans eleitas e de candidaturas negras. Uma evolução no país que mais mata pessoas trans e que assassina um jovem negro a cada 23 minutos. Para a advogada Laura Astrolabio, o crescimento das candidaturas “identitárias” é resultado da mobilização social em resposta a ataques contra mulheres, negros e trans, sobretudo após a eleição de Jair Bolsonaro.

Em São Paulo, o Psol triplicou sua presença na Câmara. No Rio de Janeiro, o partido se tornou a maior bancada, junto ao Republicanos e DEM. Em Orocó, no sertão de Pernambuco, a primeira mulher quilombola foi eleita vereadora. Em Aracaju, a primeira mulher trans foi eleita, sendo a candidata mais votada na capital.

Duas dessas candidaturas – Jacielma, quilombola pernambucana, e Thais Ferreira, do Psol – passaram por um projeto chamado A Tenda das Candidatas, que ofereceu formação acadêmica gratuita e

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