Políticas de vacina e vacinas políticas

Quase todos os principais Laboratórios farmacêuticos do mundo estão se acotovelando para assegurar seu espaço na América Latina. A disputa por esse posto de provável fornecedor da vacina contra a COVID-19 se passa em algum lugar entre a Cidade do México, Buenos Aires, Lima e São Paulo. Essa competição sanitária coloca em cena, de forma inesperada, as relações estruturalmente assimétricas existentes nessa área — assim como em outras — entre os países do Sul e do Norte.

O que, de fato, são esses Laboratórios?

São grandes empresas da área da saúde, oriundas das grandes potências mundiais econômicas: dos Estados Unidos (Covaxx; Johnson & Johnson; Merck; Novavax), da China (CanSino; CNBG; Sinipharm; Sinovac), da Alemanha (Curevac; Pfizer), da Bélgica (Janssen), da França (Sanofi-Pasteur), da Itália (ReiThera), da Rússia (RDIF-Sputinik V), do Reino Unido (Oxford/AstraZeneca). A filantropia não constitui a razão de ser dessas companhias. Ela vem acompanhada do objetivo prioritário, o

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