PCC na contramão da crise

Assim que atravessou a porta giratória, o jovem chamou a atenção de todos na agência do banco Bradesco no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, em uma tarde de 2019. Levava uma mochila nas costas, um saco de lixo preto em uma das mãos e uma grande sacola de plástico na outra. No caixa, abriu mochila, saco e sacola, exibindo milhares de notas amarfanhadas de 2, 5, 10 e 20 reais. Um total de 402,5 mil reais, depositados na conta do próprio jovem (314,7 mil reais) e na conta de uma empresa de venda de peças para veículos da Zona Norte da cidade (87,8 mil reais). 

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A bizarrice da cena, no entanto, cessava naquele instante. Com o dinheiro nas contas bancárias, começava um sofisticado e complexo esquema de lavagem dos milhões de reais que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da

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