Ouro que mata a floresta

Nas imagens de satélite do Google, as sedes dos municípios de Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso, no sudoeste do Pará, formam um triângulo ainda bem verde na Floresta Amazônica. Num dos lados, corre o Rio Tapajós. O outro lado segue a linha da BR-163. O triângulo abriga parcela do território Munduruku, parte da antiga Reserva Garimpeira do Tapajós e unidades de conservação federal criadas depois, para conter o desmatamento. É cenário também de lances da política pró-garimpo do governo Bolsonaro, já responsável pelo aumento tanto da produção de ouro como do desmatamento causado pela mineração. São 200 km2 de floresta devastada pela mineração desde que Bolsonaro tomou posse, de acordo com dados de alertas de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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