“Minha mochila pesa os mesmos 20 kg que a deles”

Na última sexta-feira, quando sobrevoou a Serra do Amolar, entre Corumbá (MS) e Cáceres (MT), na fronteira do Brasil com a Bolívia, a tenente Luisiana Guimarães Cavalca estremeceu. A bordo de um helicóptero da Marinha, ela pôde constatar que a recente devastação do Pantanal avançava mesmo por quilômetros. Uma série de grandes incêndios florestais, que a própria militar ajudou a conter, tinha consumido parte considerável da vegetação. Ao longo de uma semana, a bombeira e sua equipe conseguiram evitar que o fogo chegasse à serra. O maciço não só abriga um parque nacional e três reservas particulares como serve de refúgio para onças-pintadas, capivaras e jacarés, entre outros animais silvestres. Mesmo assim, a oficial não se sentia vitoriosa. “Durante o voo, foi me dando uma tristeza imensa”, relembra. “Eu olhava toda aquela área destruída, uma região tão extensa que a gente nem é capaz de dimensionar. Fiquei pensando em quantos

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