Em busca da cloroquina fiscal

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não mais associado à serventia de um Posto Ipiranga, é mantido pelo presidente Jair Bolsonaro em uma espécie de geladeira, de onde é retirado para acalmar o mercado quando cresce o pessimismo geral com o controle das contas públicas. O próprio ministro, de vez em quando, se mete nesse refrigerador para esfriar as reações a seus destemperos ou a zigue-zagues na gestão da economia – como em meados de setembro, quando Bolsonaro ameaçou com “cartão vermelho” quem falasse em público sobre as propostas da equipe econômica para financiar programas sociais.

Os recolhimentos do ministro são breves, movidos pela mesma obstinação dos raros bilionários que se enfiam em câmaras criogênicas para aguardar, em animação suspensa, a cura de algum mal ainda sem resposta da ciência. Na semana passada, porém, Guedes foi obrigado a sair do frio cuspindo fogo: falando a jornalistas, chamou de

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