A fúria oratória dos pregadores: da idade média ao Brasil atual

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Eu poderia começar dizendo que, na época de Martinho Lutero, já havia Edir Macedo, Silas Malafaia e outros. Eram os evangélicos daquele tempo conhecido como Idade Média: conservadores, reacionários e, pior que isso, exploradores da fé. O mais famoso, que ficou na história, se chamava Tetzel, mais precisamente Johann Tetzel.

O forte desse padre pregador dominicano (naqueles anos, os dominicanos nada tinham a ver com os de hoje) era a verve, sabia usar a força das palavras e era capaz de enrolar quem o ouvisse. Para tornar mais fortes seus argumentos diante da populaça ignara naquele ano de 1517, João Tetzel gritava, para não dizer berrava, com seu dedo indicador apontando seu público de pecadores, bons para irem arder uma eternidade no Purgatório,

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