A trama do presidente da Assembleia de SC para derrubar o governo salvando o próprio pescoço

Em 28 de abril, quando o Intercept revelou a fraude milionária na compra de R$ 33 milhões em respiradores fantasmas pelo governo catarinense na pandemia de covid-19, os deputados da Assembleia Legislativa de Santa Catarina levaram menos de 24 horas para votar por unanimidade a abertura de uma CPI contra o governador do estado, Carlos Moisés, do PSC. Reação bem diferente ao silêncio posterior à denúncia divulgada pelo MPF contra o presidente da casa, Julio Garcia, do PSD, nesta terça, 15. O parlamentar é acusado de ocultar bens e lavar de dinheiro em ao menos 12 oportunidades.

Na mesma terça em que ignoraram a denúncia contra Garcia, os deputados, comandandos pelo próprio Garcia, que é quem decide a pauta da casa, adiantaram a votação do relatório de impeachment contra governador. Ela passou do próximo dia 22 para esta quinta-feira à tarde, 17, em mais uma prova

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