O papel do jornalismo durante uma pandemia: a visão de quem está na linha de frente

(Foto: Divulgação RedeComCiência)

Quando penso nos meus anos de medicina, costumo dizer que sempre tive uma carreira agitada. Ao longo das décadas, lidei com muitos surtos, epidemias e pandemias. A primeira delas foi logo na minha residência em infectologia, lá no início dos anos 1980: a Aids apareceu cercada de desafios e perguntas para as quais nós não tínhamos respostas. Sem remédios e vacinas, víamos os pacientes soropositivos morrerem na nossa frente, sem que pudéssemos fazer qualquer coisa. Mais para frente, tivemos que enfrentar a dengue, a zika, o chikungunya e a febre amarela. Em 2009, o H1N1, vírus influenza que deixou o mundo em estado de alerta. Agora, em 2020, o inimigo da vez é o Sars-CoV-2, o Coronavírus, responsável pela pandemia atual.

Ao longo dessa trajetória, além de

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