Aposentada tem filho assassinado e é abandonada pelo Estado. Por Ailton Martins

Dona Givonete mora em bairro pobre de Santos, no litoral de São Paulo | Foto: Ailton Martins/Ponte

Publicado originalmente na Ponte Jornalismo:

Por Ailton Martins

Aos 66 anos, Givonete Damasceno Filgueira apresenta uma série de problemas de saúde. É cega de um olho, tem uma trombose que a força a ficar boa parte do tempo deitada em um dos três sofás de sua sala, de aproximadamente 5 metros quadrados no bairro da Canaleira, em Santos, litoral de São Paulo. Ela depende de remédios do governo para sobreviver. As doenças vieram a partir de maio de 2006, quando seu filho, Robson Damasceno Filgueira, foi assassinado nos Crimes de Maio.

Naquele ano, o PCC (Primeiro Comando da Capital) atacou uma série de prédios e integrantes da segurança pública de São Paulo, causando 59 mortes de agentes públicos. Em resposta, o Estado atacou. O revide provocou um banho de sangue

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