Chumbo grosso no Ministério Público 

O pedido de demissão de três procuradores do grupo de trabalho da Lava Jato de Brasília, em protesto contra a tentativa da subprocuradora Lindora Araújo de obter dados sigilosos das investigações da Lava Jato em Curitiba, foi apenas a gota d’água que fez transbordar o saldo de conflitos acumulados  pelos membros do Ministério Público Federal com a cúpula da instituição, comandada por Augusto Aras. Entre os episódios que fomentaram a crise estão uma tentativa de desbloquear o dinheiro do empresário de ônibus Jacob Barata na Suíça, a divergência em torno da delação do advogado e doleiro Rodrigo Tacla Duran, que acusa de corrupção um sócio da mulher de Sergio Moro, e a posição do Ministério Público quanto ao inquérito que apura a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Em todos esses casos, a postura da chefia se chocou com a dos procuradores. Nos bastidores, os membros da operação

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