O drible de Bolsonaro no Supremo

Não durou mais do que vinte minutos a posse do novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza, na manhã da segunda-feira, no Palácio do Planalto. A cerimônia fechada e às escondidas, na presença de oito ministros e um fotógrafo, visava escapar de qualquer tentativa de impedi-la, por parte da oposição ou do Supremo Tribunal Federal. O próprio Rolando foi avisado só de manhã de que deveria ir de casa direto para o Palácio do Planalto, e não para a sede da Abin, onde dá expediente. Ao deixar o palácio, no final da manhã, ainda estava tenso e atordoado com o que acabara de passar. Sabia que o desafio maior não era conseguir ser nomeado e empossado, mas comandar uma corporação que viu desafiada sua capacidade de resistir à declarada intenção do presidente da República de manobrar a PF de acordo com suas conveniências pessoais.  Bolsonaro, por sua vez, está

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