Um silêncio de morte, por Rodrigo Vianna

Caro Aldir,

Quem sabe de si, nesses bares escuros? Quem sabe dos outros… das grades, dos muros.

Batidas na porta da frente, é o tempo.
Eu bebo um pouquinho, pra ter argumento.

Mas fico sem jeito.
Calado, ele ri, ele zomba do quanto eu chorei.
Porque sabe passar, e eu não sei.

Sem pressa, foi cada um pro seu lado, pensando numa mulher ou num time. Olhei o corpo no chão, e fechei minha janela de frente pro crime.

Na morte, a gente esquece.
Mas, no amor a gente fica em paz.

Fascínio tenho eu por falsas louras (ai, a negra lingerie).
Me disseram que o começo é quase sempre inesquecível; no entanto, meu amor, que coisa incrível: esqueci nosso começo inesquecível.

Que sufoco…
Louco… fazia irreverências mil…
Meu Brasil!

Acreditar, na existência dourada do sol, mesmo que em plena boca nos bata o açoite contínuo da noite.

Rubras cascatas jorravam

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