Com tornozeleira, sem segurança

Corria fevereiro de 2018 quando a Unidade Prisional 4, chamada de Papudinha, em Rio Branco, ardeu até ter parte da estrutura comprometida pelo fogo. Os presos tocaram fogo nos colchões e anunciaram o motivo: abrigados em regime semiaberto, não queriam mais ser mortos nas cercanias do presídio, quando saíam para trabalhar ou voltavam à unidade depois do expediente. Destinada a presos do regime semiaberto, a Papudinha ficava próxima ao Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, mas nem isso intimidava a ação dos assassinos. O governo do Acre fechou a Papudinha. Os 390 condenados passaram a cumprir pena em liberdade vigiada, sendo monitorados por tornozeleira eletrônica 24 horas por dia.

Mas as tornozeleiras não foram suficientes para impedir que as mortes continuassem. Só nos últimos três meses, três presos monitorados eletronicamente foram assassinados, e tornozeleiras se transformaram num dos símbolos da disputa entre as facções no Acre –

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