Cinema em mutação –  É Tudo Verdade reinventado

Manoel Luis dos Santos, personagem do documentário O Fim do Sem Fim (2001-2002), de Beto Magalhães, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi, se diz “o maior profeta do Nordeste” – admite ser inspirado em Nostradamus, mas considera que os escritos do suposto vidente não foram bem interpretados. Ele não preconizava o fim do mundo, segundo Santos, mas o “fim de tudo o que se passou, e agora vão se passar novas coisas”; dizia que “vai acabar o mundo velho e entrar no mundo novo”, e que ocorrerá o “fim do que existiu vagarosamente”. Quem comenta O Fim do Sem Fim nesses termos é Consuelo Lins em Cao Guimarães: arte documentário ficção (7Letras, 2019), livro precioso de excelente leitura, inclusive em tempos de confinamento voluntário.

A experiência coletiva do cinema, que tem na sala escura e exibição em tela grande dois de seus traços distintivos, faz parte de “tudo o

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