‘Me reconheci homem trans aos 45 anos’

Manequins de uma loja no bairro do Brás, região central de São Paulo.

Foto: Rubens Chaves/Folhapress

Quando uma criança nasce, quem fez o parto normalmente olha para o genital. Logo se atribui ao recém-nascido um gênero binário: se tem pênis, é homem; se tem vagina, é mulher. E toda uma expectativa de comportamento vem junto com essa ‘atribuição’. É esperado que a criança se encaixe nesse binarismo.

Mas existem pessoas como eu, que crescem e percebem que essa construção normativa que nos é imposta não condiz com quem somos. Alguns de nós percebem isso na infância e expõem essa contradição desde cedo. Outros se descobrem fora desse padrão binário mais velhos.

Eu me reconheci homem trans aos 45 anos. Um autorreconhecimento que se pautou na minha total inadequação com o ‘ser mulher’ ao longo da

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