Uma Mulher Alta – título banal, belo filme

Tem razão quem estranha o título dado no Brasil a Dylda, nome original do segundo filme de Kantemir Balagov, premiado em 2019 como Melhor Diretor na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes. A atriz Viktoria Miroshnichenko é, de fato, uma mulher de estatura elevada – ela tem 1,82 metro de altura. Daí a batizar Dylda ou Beanpole (a versão em inglês) de Uma Mulher Alta, porém, é abusar do direito de ser óbvio. Em especial lembrando que poderia ter sido adotado termo mais simpático e sugestivo como Varapau que, além da referência à altura, inclui um traço importante da personagem, indicado pelo título original russo – ser desajeitada e sem graça.

Superado o pequeno incômodo causado pela trivialidade do título, Uma Mulher Alta resulta interessante e demonstra talento da jovem equipe – o diretor, Balagov, tem 28 anos; Kseniya Sereda, diretora de fotografia, 25 anos; as duas

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