Populistas, Trump e Bolsonaro oscilam entre cálculo e improviso

A aparente moderação do pronunciamento do presidente Donald Trump deve ser relativizada. O populismo de direita que vigora em boa parte do planeta é imprevisível.

Trump é o presidente capaz de mandar matar o número 2 do regime persa e dias depois sugerir a retomada de um acordo nuclear que ele mesmo dinamitou, acrescentando o desejo de cooperar com o Irã no combate ao Estado Islâmico.

Ou seja, cabe tudo no discurso feito hoje pelo presidente americano: conciliação e ameaça, cálculo e improviso.

O mesmo raciocínio vale para descrever o comportamento do “estadista” Jair Bolsonaro. O presidente brasileiro se submete incondicionalmente a Trump num dia, fala em manter o comércio com o Irã no outro e no seguinte estrela cena constrangedora ao aparecer numa live na frente de uma TV como macaco de auditório do pronunciamento do americano.

Bolsonaro insiste no erro que ele e o ministro das Relações Exteriores,

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