Por que tantos jovens ainda querem ser jornalistas, apesar de tudo?

Ano após ano, os cursos de jornalismo continuam entre os mais procurados pelos jovens que prestam vestibular.

É difícil explicar esta escolha, diante do tsunami que varreu nossa profissão nos últimos anos, com os passaralhos sobrevoando as poucas redações que restaram vivas.

A categoria está dividida em duas: a dos que já perderam os empregos e a dos que morrem de medo perder os empregos, o que avilta o exercício de um trabalho nobre, nivelando tudo por baixo.

No vale tudo que se estabeleceu, já não dá para saber quem é repórter e quem é assessor de imprensa, como vimos ainda estes dias com a denúncia da Intercept, que mostrou a promiscuidade entre jornalistas e procuradores da Lava Jato.

É emblemática aquela foto que circulou esta semana na internet, com quatro repórteres garbosos, meninos de recado da República de Curitiba, posando para a posteridade, por terem participado acriticamente dos “vazamentos”

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