Eliane Brum envia SOS de Altamira ao Balaio: a matança continua

Recebi agora e transcrevo abaixo o pedido de socorro enviada ao blog pela amiga Eliane Brum, repórter do jornal espanhol El País, baseada em Altamira, no Pará, no coração da Amazônia:

“Kotscho, meu amigo tão querido (e valente)!

Não sei mais, meu amigo, o que fazer para que as pessoas acordem para a ação. Acho que esses gritos intermitentes nas redes sociais servem para aplacar a angústia _ que não pode ser aplacada, porque temos mesmo que entrar em pânico _ e não movem nada.

Aqui dormimos com uma morte _ ou melhor, não dormimos, às vezes a gente passa a noite com insônia pensando no que fazer _ e, aí, quando acordamos, já tem outra morte. Ou outra ameaça, ou outro recuo. Falo em “nós” porque somos poucos, mas há gente boa lutando aqui.

Não suporto mais escutar pessoas avisando: “vão me matar”. E eu sei que vão mesmo.

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